#13 Olhar(es) | 24.nov.21

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A volta aos cinemas?

Desde o começo da pandemia houve infinitas divagações, presságios, pesquisas e certezas absolutas sobre o futuro do cinema e muitas pessoas foram longe o suficiente a ponto de decretar a morte das salas de cinema, mas a verdade é que ainda é impossível prever o real impacto do que aconteceu mundialmente desde março do ano passado e que parece estar, lentamente, voltando ao normal.

Ao longo de sua relativamente curta existência, a experiência de ver um filme na sala de cinema já teve seu fim decretado um bocado de vezes: com o surgimento das fitas VHS, depois o DVD, depois o streaming, mas por algum motivo muitas pessoas ainda fazem questão de pagar um pouco a mais para continuar tendo essa experiência.

Depois do lançamento de alguns filmes grandes diretamente nas plataformas de streaming, ou simultaneamente nas plataformas e nas salas, os estúdios e distribuidoras estão voltando a apostar em alguns lançamentos exclusivos para as telonas.

Um bom exemplo disso é o lançamento de Marighella, que foi adiado inúmeras vezes e acabou se transformando numa espécie de símbolo do boicote que o cinema nacional tem sofrido dentro desse desgoverno. O filme estreou no dia 04/11 e levou 69,7 mil pessoas aos cinemas em seu primeiro final de semana, se tornando o filme brasileiro mais visto desde o começo da pandemia.

Separamos aqui alguns dos filmes que prometem trazer todos os públicos de volta:

  • Amor, Sublime Amor (Steven Spielberg, 2021)

COLÍRIO


Alair Gomes (1921-1992) nasceu em Valença, no Rio de Janeiro, e graduou-se em Engenharia. Em 1948 passou a dedicar-se ao estudo e pesquisa da Física, Matemática, Lógica e Biologia. A paixão pela fotografia começou somente em 1965, quando viajou pela Europa por seis meses, carregando uma Leica emprestada. A partir daí, começou a fotografar compulsivamente, dando ênfase ao nu masculino em esculturas e pinturas.

Nos dias de hoje, a obra de Alair Gomes ocupa um lugar de destaque no circuito da arte contemporânea e seus trabalhos são conhecidos e estudados nos Estados Unidos e na Europa.

Quando ele foi morto em seu apartamento, em 1992, muitas perguntas ficaram sem resposta. Aos 71 anos, foi encontrado estrangulado na manhã em que recebeu em casa um dos homens que costumava retratar. As fotografias feitas neste mesmo dia estariam entre os 80 mil negativos não revelados do artista. 

Se todo fotógrafo tem um quê voyeur, Alair usava sua janela indiscreta para observar e fotografar. Morando num apartamento do Rio de Janeiro com vista para um pedaço da praia de Ipanema, ele foi superando a própria timidez para retratar os banhistas, surfistas e até ginastas que ocupavam aquele espaço de areia. Com um olhar observador e repleto de desejos, ele foi se aproximando aos poucos: da janela para a calçada, da calçada para a areia e, da areia, passou a convidar seus modelos para o apartamento. 

Sabe-se que Alair Gomes começou a fotografar já tarde, aos 40 anos. Sua paixão pelo corpo masculino é expressa em inúmeras imagens em preto e branco, como estas que separamos logo abaixo:

Caso as fotos tenham capturado seu interesse, recomendamos que dê uma olhadinha em Inocentes, curta lindo do diretor Douglas Soares:

Sinopse: “Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram. Mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam nas costas, e esquecem.” O percurso voyerístico na obra homoerótica de Alair Gomes.


INDICAÇÃO DA SEMANA // REVISTA

A Iris é uma revista digital de cinematografia brasileira para todas as pessoas apaixonadas por imagens.

“Queremos dividir com leitores de nossa revista, o que existe de mais precioso na arte de contar histórias através das imagens, criando um conteúdo acessível para desmistificar o conhecimento cinematográfico, compartilhando informações valiosas para a nossa vasta comunidade.”

A edição 02 já está disponível gratuitamente.

Aproveite, leia, se divirta e compartilhe:

www.iriscine.com

www.instagram.com/iris_cine


FIQUE DE OLHO // DESERTO PARTICULAR

 

 

Em outubro o filme Deserto Particular foi anunciado pelo comitê brasileiro de seleção da Academia Brasileira de Cinema como o filme escolhido para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional na cerimônia do Oscar de 2022, que acontece no dia 27 de março, em Los Angeles.

No filme, Daniel (Antonio Saboia) é um policial exemplar, mas acaba cometendo um erro que coloca sua carreira e sua honra em risco. Não vendo mais sentido em continuar vivendo em Curitiba, ele parte em busca de Sara, a mulher com quem se relaciona virtualmente.

Deserto Particular é um filme de muito afeto, em que desertos se encontram. É uma história de amor que reúne opostos. Pode começar sendo um amor romântico, mas depois se desenvolve para outro tipo de amor. Eu gostaria muito que se alguém for procurar meu filme numa videolocadora hipotética, ele o encontre na prateleira de filmes de amor.” responde o diretor Aly Muritiba ao ser questionado sobre o que é o filme para ele.

Além da seleção como representante brasileiro ao Oscar, o filme recebeu o prêmio do público da mostra paralela Venice Days, no último Festival de Veneza.


Deserto Particular estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 25 de novembro.

 


 

CINEMA EM CASA // SESSÃO DUPLA

 

Alguns filmes conversam entre si, seja pela temática, pela forma como abordam determinado assunto, ou até pela presença de um mesmo ator ou atriz em ambos os filmes, e às vezes essa relação é ainda mais direta, como no caso de obras originais e seus remakes.

Aqui na Sessão Dupla vamos sempre indicar dois filmes para você assistir na sequência, com aquela pausa marota para comer algo. Afinal de contas, não são só séries que a gente pode maratonar.

Alice Júnior (Gil Baroni, 2020) – está disponível na Netflix, iTunes, NOW, Google Play, Looke e Microsoft Store


Valentina (Cássio Pereira dos Santos, 2020) – está disponível na Netflix, iTunes e Google Play

 

 


FILMES OLHAR

 

Como é ser uma estrangeira na cidade mais conservadora dos Estados Unidos?

Em 2001, a diretora brasileira Fernanda Pessoa, aos 15 anos, vive a experiência de ser uma aluna de intercâmbio por um ano em Mesa, no Arizona, considerada a cidade mais conservadora dos EUA. 15 anos depois – e dois meses antes da eleição de Donald Trump – ela retorna para tentar entender sua experiência lá e as idéias conservadoras em relação a temas como a fronteira mexicana, o estilo de vida country, a religiosidade e o patriotismo.

Zona Árida‘ agora disponível na MUBI. Assista!


Encerramos com as palavras do artista plástico roraimense Jaider Esbell, que morreu no último dia 02, aos 41 anos. Ele era um dos destaques da 34ª Bienal de São Paulo.

A arte é uma extensão da nossa política para este mundo.

O artista de ascendência Makuxi, defendia que a manifestação artística é uma forma de disseminar os saberes e a luta dos povos indígenas.

 

“Maldita e desejada”, 2013, Jaider Esbell

 

Boa semana para todes 🙂

 


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